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OS JORNAIS, OS PRIMEIROS RÁDIOS RETRANSMISSORES, OS ALTO-FALANTES, OS SINAIS DE TELEVISÃO E AS RÁDIOS LOCAIS

OS JORNAIS, OS PRIMEIROS RÁDIOS RETRANSMISSORES, OS ALTO-FALANTES, OS SINAIS DE TELEVISÃO E AS RÁDIOS LOCAIS

OS JORNAIS
No início do século, ainda um pequeno distrito Barra Bonita já editava jornais, sendo os mais antigos "O Barra Bonita", publicado em 1912 e "A Cidade", no ano de 1914.
Ao longo das décadas que se seguiram, diversos jornais foram aqui editados, mas as dificuldades enfrentadas pelos responsáveis fizeram com que, muitas vezes, os jornais encerrassem sua publicação.
A "velha guarda" lembra a existência de jornais críticos como "A Farpa" e "Argos", dos quais não existem exemplares.
No acervo do Museu local, encontramos vários jornais que aqui circularam no período 1914/1916, entre eles: "A Cidade", "A Folha" e "O Rebate".
De 1915 a 1930 circulou "O Município", sob a responsabilidade de Orlando F. Pereira, sendo que no período 1926/1927 era de propriedade de José Francisco Paschoal "O Imparcial" foi editado no período 1930/ 1931, tendo como redator chefe: Landi.
Em 1932 surge "O Barra Bonita", que circulou até 1944, de propriedade de Domingos Settimio Frollini. Seu redator, durante muitos anos, foi o jovem e talentoso Jota Domingues que, mais tarde, iria integrar o quadro de jornalistas da "Folha da Manhã" (atual Folha de São Paulo) destacando-se também como conceituado radialista em diversas emissoras da Capital. No período 1939/1941, também circulou "A Notícia", editado por Octávio Rocha.
Houve uma fase de alguns anos sem a publicação de jornais locais.
Em 1948/1949 foi editado "A Semana", dirigido pelos srs. dr. Rufino Antunes de Alencar Netto, dr. Gastão Lorenzon e Vicente Angélice; "A Cidade" que circulou de 1949 a 1958, teve entre seus redatores e diretores: prof. Wilson Souza Dias, dr. Naby Bauab e Nelson Fernandes. O "Jornal da Barra" em sua primeira fase (1954/1959) teve como responsáveis: prof. Wilson Souza Dias, Azílio Valentin Ereno e Benedicto Mello Dias. Retornando a circular em 1962, "Jornal da Barra" teve, até 1966, como diretor responsável, o prof. Nivaldo Salch Stipp, sendo que a partir de 1967, José Carlos A. Marchesi e José Ferreti, assumiram o comando do citado semanário, até setembro de 1970, quando José Ferreti passou a responder pela edição do mesmo (pertence ao grupo Ometto).
Além dos jornais, os acontecimentos locais (festas, futebol, bailes, shows, comícios, filmes, falecimentos, sepultamentos, missas e a propaganda comercial, eram realizados através de panfletos e cartazes distribuídos de porta em porta e também nos lugares de maior movimento.


OS RÁDIOS TRANSMISSORES
Os rádios transmissores chegaram aqui por volta de 1927 causando verdadeiro furor, consta que os primeiros proprietários foram o Ideal Clube ("O Município" nº 565 de 04/09/192) e o sr. Carlos Lourenção que residia no antigo sobrado de sua propriedade anexa à casa comercial posteriormente demolida, sita à rua Campos Salles, esquina com a Prudente de Moraes (hoje residência de seu neto José Carlos Lourenção).
As transmissões eram precárias e com muitos ruídos, mas eram uma atração. Nos dias de acontecimentos importantes, o povo aguardava as notícias pelo rádio, em frente da casa do sr. Lourenção. Ele, então colocava o aparelho na janela do prédio para que todos pudessem ouvir. Muitos lembram que foi assim, durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
Posteriormente o número de aparelhos foi aumentando, e nos bares, aos domingos, os jogos de futebol das grandes equipes da Capital, eram acompanhados pelo rádio com o som ampliado por alto-falantes. Uma gentileza dos proprietários e uma festa para os torcedores!


OS ALTO-FALANTES
Nos anos 50 instalaram-se os primeiros serviços de auto-falantes a nível comercial, funcionando das 9:30 às 21:00 horas, levando ao ar músicas, mensagens, propaganda e tudo mais que anteriormente era feito por panfletos. O primeiro deles de propriedade do prof. Wilson Souza Dias. Mais tarde, os irmãos Angelo, Natalin, Pedro e José Moscato, instalaram o "Serviço de Alto-Falantes América" que funcionou até o início da década de 1960.


A TELEVISÃO
No final do ano de 1961 e início de 1962, um movimento popular liderado pelo sr. Milton Alves de Mattos, e apoiado pela Usina da Barra, conseguiu instalar, em vista da altitude necessária uma torre para captar sinais de televisão em Igaraçu do Tietê - via Torrinha - destinada à transmissão das imagens do Canal 4 - TV Tupi de São Paulo.
Muitos entraves burocráticos e financeiros foram enfrentados pela Comissão formada pelos senhores: Milton Alves de Mattos, Victório Petri, Walter Corrêa Braga, José Perassoli, José Conti, Fernando Peraçoli e Henrique Stolf, mas a partir de fevereiro de 1962 os primeiros aparelhos da marca "REBRATEL" eram instalados! O mundo inteiro "entrava" nos lares barra-bonitenses via TV! Um verdadeiro deslumbramento!
O horário das retransmissões era bem reduzida. Das 18 às 24 horas, após que a torre em lgaraçu do Tietê era desligada, mesmo que o pragrama não tivesse terminado, sem esquecer quantas vezes, por problemas técnicos, a TV ficava fora do ar! Os demais canais foram instalados gradativamente.
Para manter os serviços de retransmissão de TV foi criada uma autarquia municipal - "SERETV" - e os possuidores de aparelhos pagavam uma taxa mensal.

 

AS RÁDIOS LOCAIS

RÁDIO EMISSORA DA BARRA
Entrou no ar em 15 de agosto de 1967, com o prefixo ZYE-54 na frequência de 1590 KHZ e 250 watts de potência. Seus estúdios foram instalados à rua Otero, nº 77, no prédio da antiga Estação da Estrada de Ferro cedido pela Prefeitura. Seus Diretores: José Ferreti e José Carlos Alberto Marchesi.
Seus primeiros locutores foram os jovens Nébio Carlos Pizzo, Osmar Chiarato, Geraldo Ferreira (Bé), Paulo Pupo, Laudenir Victório (Láu), Waldecir Bortolazzo, Amadeu José Otero Lunardelli, Reginato Júnior e o que até hoje lá permanecem: Amantino Tadeu de Godoy, Herivelto Ottoboni e José Otávio Bolla. Lembra o seu atual diretor Herivelto Ottoboni, que a rádio iniciava suas transmissões diariamente às 7 horas da manhã e encerrava às 18 horas, com a HORA DA AVE MARIA que era feita ao vivo pela jovem Dulce Stangherlin. Não havia propaganda gravada. Todos os textos comerciais eram lidos "ao vivo".
Em 9 de maio de 1981, inaugurou o seu prédio próprio, à rua Antonio Franco Pompeu, nº 261, passando também a transmitir em FM, prefixo 97,7 com 1000 watts de potência, mudando seu prefixo da rádio em AM para 1030, (pertence ao Grupo Ometto).


RÁDIO NOVO SOM-FM
Iniciou suas atividades em 8 de agosto de 1980, instalada em prédio próprio à rua Lourenço Antonelli, nº 20.
De propriedade dos irmãos dr. Aurélio Saffi e prof. Mário Cezar Saffi, a Novo Som FM tem o prefixo ZYD 868,89,1 MHZ de frequência com 250 watts de potência inicial.
Sua programação musical é toda gravada, excluindo-se as notícias locais; entrevistas e comentários levados ao ar pelo dr. Aurélio Saffi e equipes externas.

 
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