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O PERÍODO 1933 - 1936, AS DUAS CÂMARAS MUNICIPAIS


Prefeito interino Giovani Ferraz Costa - 26/08/1932 a 14/10/1932

O PERÍODO 1933 - 1936

Em conseqüência dos movimentos revolucionários de 1930 e 1932, os anos seguintes foram difíceis para Barra Bonita tendo em vista o clima de instabilidade do País. Dizem os remanescentes da época, que a cidade praticamente parou por quase uma década.
Em 14 de novembro de 1933 assume a Prefeitura Fernando Maldonado Loureiro, que permanece no cargo até 27 de junho de 1936, executando, dentro do que o orçamento e a pequena arrecadação municipal permitia, as chamadas obras de manutenção: guias, sarjetas, iluminação e limpeza pública, rede de água, canalização de esgotos, etc. Não havia vice-prefeito nem Vereadores. Nos eventuais e curtos períodos de afastamentos do Chefe do Executivo, o Secretário da Prefeitura (na época Luiz Picchiello e mais tarde Laurindo Battaiola) assumia interinamente o cargo.
Somente em 15 de março de 1936 é que novamente são eleitos Vereadores. A instalação da Câmara, eleição da mesa, bem como eleição e posse do novo Prefeito João Baptista de Almeida Sampaio, "para o quatriênio em curso", ocorre em 28 de junho de 1936.


AS DUAS CÂMARAS MUNICIPAIS
O episódio da "Dualidade de Câmaras" teve origem na sessão de 17 de agosto do ano de 1936, realizada com a presença de apenas dois Vereadores titulares: Fernando Netto (que é aclamado Presidente) e José Balduino do Amaral Gurgel (Secretário) e de dois suplentes, na qual são lidos os ofícios de renúncia dos Vereadores: Dr. Dionysio Dutra e Silva (Presidente) e Brenno de Carvalho (Vice-Presidente), ambos com firmas reconhecidas no Tabelião local.
E o texto final da ata dessa reunião lavrada às fls. 15 e 16 do Livro 5 é bastante claro: "Em face desses pedidos de renúncia e estando presentes os dois suplentes da mesma legenda, senhores Arthur Antonangelo e Rodolpho Güther foi-lhes deferida a posse dos cargos vagos, prestando elles o compromisso regimental".
No dia seguinte, 18 de agosto de 1936, convocada pelo Presidente renunciante Dr. Dionysio Dutra e Silva e sem a presença dos Vereadores da reunião anterior, mas com os demais Vereadores, é lida, e impugnada pela unanimidade dos presentes, a ata da Sessão de 17 de agosto, oportunidade em que o Dr. Dionysio Dutra e Silva diz que ambos os ofícios de renúncia dos cargos "foram ter à referida Sessão por meios ardilosos", etc., etc..
A partir daí, realizam-se várias reuniões das duas Câmaras, cada uma com seu Presidente e nas quais: Ação na Justiça Eleitoral, renúncias, retornos, convocações e anulações de atos se sucedem, até 2 de agosto de 1937, quando Vereadores de ambas as facções foram eleitos para integrarem a nova mesa da Casa.
As discussões e decisões; as alternâncias e vacâncias de cargos e poderes, estão registradas nos Livros de Atas nºs. 4 e 5 da Câmara Municipal e também estão detalhadas neste Livro no capítulo: "Câmaras e Prefeitos".

 
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