Barra Bonita > Livro - 100 anos de histrória

CURIOSIDADES

CURIOSIDADES

* No final do século passado, José de Salles Leme, fundador da cidade, construiu um engenho para fabricação de açúcar e aguardente, entre a margem direita do Córrego Barra Bonita e rua da Ponte, onde atualmente se localizam as propriedades dos srs. Hugo e Luiz Bolla. O "açúcar preto" "batido", "redondo" ou "mascavo" como era mais conhecido, era de cor escura fabricado em enormes tachos, e depois de pronto, colocado em sacos de estopa para venda e consumo em toda região.
O plantio de cana "caiana e rosa", destinada a produção, começava na Vila Nova próximo a residência do sr. Aurélio Saffi e extendia-se pelas fazendas Santa Eliza, Estiva e Entulho. O encarregado dos serviços do engenho era o sr. Lourenço Caetano que tinha como auxiliar o sr. Carlos Baratieri.

* No início do século, aqui existiam duas fábricas de macarrão a do sr. Thomaz Guzzo, na rua Campos Salles, esquina com a rua Otero, e a dos srs. João Chico e José Maria Nanci, à rua 1º de Março, atualmente resdência do sr. Cezar Saffi.

* Em 1904, o povoado já possuía um responsável pela conservação dos oito quilomêtros de estrada Barra Bonita-Campos Salles. Era o sr. Antonio Aiello também animador das festas religiosas locais (festeiro).

* Em 1906, Pedro Marconi era o encarregado da limpeza pública, e José Rodrigues Angelo assinava o contrato para acender e apagar diariamente os trinta lampiões a querosene - a iluminação pública de então - aqui existentes. Uma cláusula dispensava-o dessa obrigação: nas noites de chuva e nas noites de luar. Consta que ele se revezava com seus familiares nessas tarefas. Por isso ficaram eles conhecidos, carinhosamente, por "Família Lampeoneira".

* Em 1908, Germano Güther Jr. recebeu Diploma e Medalha de Prata no Rio de Janeiro, na exposição Comemorativa do Centenário de Abertura dos Portos no Brasil, pela fabricação da "Cerveja Brazileira". Em 1923 também no Rio de Janeiro, foi novamente premiado pelos produtos "Guaranacy" e "Cilli".
* Em 1912, os irmãos Francisco e Frederico Corradi, proprietários de cerâmica, efetuaram a subsituição da forma manual para fabricação de telhas, conhecida como "canopla", trazendo da Europa a nova forma de prensa para telhas do tipo "Marselha", iniciando a modernização da indústria ceramista local. A implantação técnica do novo sistema foi coordenada pelo sr. Paschoal Buonarotti.

* Em l6 de julho de 1912, o sr. Carlos Lourenção adquiriu "um automóvel de reputada marca", o primeiro veículo auto-motor da cidade.

* Em 12 de fevereiro de 1913, promovida pelos srs. dr. Alfredo Barros, Joaquim B. Machado, Juvenal Pompeu e outros cavalheiros, realizou-se uma "passeata" no vapor "Barra Bonita" do comandante Diniz no Rio Tietê, em que tomaram parte, perto de sessenta pessoas, tendo comparecido a essa bela festa náutica a Banda Musical Carlos Gomes.

* Em 1916, Antonio Marques Ferreira, solicitou licença à prefeitura para instalar uma empresa funerária. Antes, as caixas mortuárias eram feitas no dia do óbito, depois de tiradas as medidas da pessoa morta. Esse serviço também foi executado por Clemente Jacomin e Antonio Pizzo, sendo que deste último, os descendentes mantiveram a atividade, hoje uma das mais antigas empresas "de pai para filho" aqui existentes.

* Em 10 de julho de 1917, segundo estatísticas da Câmara, haviam no município 4.520.000 cafeeiros dos quais 4.020.000 em franca produção.

* Em 13 de dezembro de 1917, resultados dos exames realizados pelo professor Armando Ognibene, no ano letivo 1917, pelas classes masculinas. Entre outros aprovados os alunos: 1ª Secção "A": Osorio Benvenuto, Carlos Ferrazoli, Márcio Júlio Trigo, Júlio Lourenção, Alberto e Mário Nanni, Rômulo Angelice, Domingos Baratiéri, Luiz Antonangelo, Augusto Aiello, José Zanella, Sylvio Feltrin e Estevão Ragoni. 1ª Secção "B": Ernesto Ferrazoli, Frederico Reginato, Sylvio Lourenção, Avelino Antonangelo, Satyro e Octávio Stanguerlin, Carlos Gerin, Rodolpho Bressan e Arnhold Strutzel. 2ª Secção: Vicente Angelici, Arlindo Simon e Avelino Battaiola (dados extraídos do jornal "O Estado de São Paulo").

* Em junho de 1918 uma forte geada dizimou as plantações de mamona e café do município. Todas as lavouras foram destruídas e a temperatura chegou a três graus abaixo de zero. Em outubro do mesmo ano uma grande nuvem da gafanhotos passou por aqui causando enormes prejuízos à lavoura.

* Em 18 de junho de 1918, o Embaixador da Itália no Brasil, deputado Victo Luciani, visita a numerosa colônia italiana de nossa cidade e é recebido festivamente pelas autoridades locais e os imigrantes. Visitando ainda os bairros da Estiva, Entulho, Ponte Alta e fazenda Riachuelo, declarando levar de Barra Bonita, a melhor das impressões.

* Em 3 de novembro de 1920, ocorreu o primeiro acidente automobilístico (sem vítimas) em nossa cidade à rua 1º de Março, esquina com a rua Salvador de Toledo. A "máchina" conduzida por João de Oliveira, colidiu com a do dr. Agenor Simões.

* Em 1921, só na fazenda Santa Ernestina haviam um milhão de cafeeiros plantados e nas vinte cerâmicas locais estavam estocadas um milhão de telhas aguardando embarque na Estação de Campos Salles.

* No dia 14 de abril de 1923 foi aberta à rua 1º de março, nº 19, a primeira agência de um banco particular, o Banco Paulista com sede em Bocaina.

* Em 1930, foi noticiada a localização na fazenda Ponte Alta, de uma jazida de manganês (minério) e nos mananciais da fazenda Santa Maria, "água rica de propriedade rádio-ativas", conforme análise do Instituto Oswaldo Cruz.

* Entre as décadas de 1920/1930, haviam na cidade três representantes de veículos de marcas famosas. As agências: Chevrolet de Mário de Campos Costa, na Vila Nova; "Fiat" de Rocco Di Muzzio na rua 1º de Março e "Ford" de Miguel de Oliveira Assumpção na rua Major Pompeu.

* Fernão Salles, homenageado com a denominação de uma de nossas mais antigas via pública, foi Capitão e Comandante de tropas constitucionalistas na Revolução de 1932, tendo sido morto em combate (Jornal "O Barra Bonita" nº 26 de 31/07/1932).

* Em 4 de novembro de 1934, o jornal "O Barra Bonita" publicava a seguinte notícia: "NOTÁVEL
MELHORAMENTO: O desejo de todos os carroceiros já foi satisfeito: a Prefeitura Municipal
mandou construir entre as ruas Winifrida e a da Ponte Campos Salles, um bebedouro para animais,
sanando, assim, uma grande falta que se fazia notar nesta cidade. Temos, pois, o bebedouro para os animais. Agora é ÁGUA que o povo reclama para si!" Obs.: Para quem não conheceu esse bebedouro, o mesmo localizou-se nas proximidades onde existe hoje o Ponto de Táxi ao lado do Hotel Turístico Municipal.

* Em 28 de dezembro de 1942, o prefeito Alcides Tomazetti expediu o Decreto Lei n.º 88, criando a Agência de Estatística Municipal, mais tarde órgão do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - que encerrou suas atividades em Barra Bonita aos 28 de fevereiro de 1977.

Em 27 de outubro de 1943, um violento tufão, seguido de forte-chuva, assolou nossa cidade, destruindo totalmente a lavoura e as casas à margem do Rio Tietê, destelhando ainda os armazéns da Sorocabana e os prédios da Estrada de Ferro Barra Bonita, que teve suas telhas de zinco, caibros e vigotas arremessados à distância de 300 metros. Felizmente não houve nenhuma vítima. Apenas danos materiais.

* No ano de 1949, foram aqui licenciados: 3 ônibus, 23 automóveis particulares, 11 de aluguel, 71 caminhões, 2 jeeps, 5 caminhonetas, 17 bicicletas, 1 motocicleta, 33 carroças urbanas e 192 carroças, charretes e trolis rurais, conforme publicação da Delagacia de Polícia no jornal "A Cidade" nº 44 de 22 de janeiro de 1950.

* Em 1952 existiam aqui 97 indústrias cerâmicas (telhas e tijolos) conforme levantamento da Agência Municipal de Estatística ("A cidade" nº 212 de 23 de maio de 1953).

* A 1º de junho de 1953 entrou em vigor o racionamento de energia elétrica em todo município (quatro horas diárias) das 10:30 às 4:30 horas, causando grandes transtornos ao comércio e à indústria local ("A Cidade" nº 214 de 6 de junho de 1953).

* Em 1957, dois estudantes barra-bonitenses: Luiz Pizzo e Arthur Manin, compuseram "A Marcha do Tché" (a música mais cantada no carnaval daquele ano) com a qual homenagearam Cezar Saffi um dos diretores da AABB e grande folião, que sonhava com a construção das piscinas da "Veterana". 0 sucesso da "marchinha" se prolongou por muitos outros carnavais, e para matar a saudade aqui vai a sua letra: O Tché comprou calção/pra nadar na nova piscina/mas como a piscina não está pronta; ele foi nadar na poça da esquina!/Não faça onda Tché/deixa de onda/Não faça onda não/ O perigo é que as ondas até/ poderão oh Tché te rasgar o calção. (Gravação Orquestra Tangará).

* Em 8 de junho de 1963, a Banda Musical formada só par funcionários da Usina da Barra, sob a regência do maestro Luiz Minguetti, apresentou-se no programa "Lira do Xopotó" da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e o programa foi gravado em "LP".

* O primeiro cartaz promocional de Barra Bonita, foi confeccionado em 1967 pela Secretaria de Turismo do Estado, e distribuído em todo o Brasil e nas agências de viagens. Trazia o atlético Wilson Siqueira - o popular "Wilsão" num pequeno barco, jogando a rede de pesca, bem no meio do Rio Tietê. O céu azul, o rio ainda limpo e o verde dos canaviais completavam o quadro. Esse cartaz motivou a visita à nossa cidade do governador norte-americano do Estado de Iowa. Estava em férias no Brasil e quis conhecer de perto a paisagem do cartaz que o impressionou. Recebido pelo prefeito dr. Clodoaldo Antonangelo e populares, almoçou na "Bambu" e fez questão de cumprimentar o Wilsão.

* Em 1968, o "Jornal da Barra" abria espaço para publicação das crônicas e poesias da jovem Geni Mariano (barra-bonitense desde os 5 anos de idade), que mais tarde viria a se destacar no mundo das letras como a poetisa e escritora premiada, de renome internacional: Geni Guimarães.

* Em 1969, o historiador barra-bonitense Antonio Euler Lopes Camargo (filho dos professores Olesio Arruda Camargo e Dª Belmira Lopes Camargo) elaborou o "Arrolamento das Fontes & Históricas de Barra Bonita", foi apresentado no V Simpósio de Professores de História, na cidade de Campinas. Considerando a importância de seu conteúdo, o prefeito dr. Wady Mucare providenciou a impressão gráfica do citado volume, distribuindo-o às escolas e aos demais setores da comunidade local.

* A milésima (1.000ª) sessão da Câmara Municipal foi realizada em 25 de novembro de 1974, sob a presidência do vereador comendador Hermínio de Lima.

* No dia 24 de agosto de 1976 nosso jovem conterrâneo Gláucio Munduruca recebeu o prêmio "Governo do Estado de São Paulo" (medalha de ouro e diploma) como o melhor aluno de piano de 1975, iniciando uma brilhante carreira como concertista e professor de música.

* Na década de 1970, Lily Simon, nome artístico da barra-bonitense Amélia Luiza Simon, membro das famílias pioneiras de Arlindo Simon e Anália Pompeu Simon, inicia uma vitoriosa carreira de artista plástica, expondo, com sucesso, seus trabalhos em diversas galerias de artes, na Capital do Estado.

* Em 29 de janeiro de 1981, Fiori Gigliotti, renomado locutor esportiva e conceituado cronista barra-bonitense, recebeu o título de "Cidadão Benemérito de Barra Bonita", como homenagem e reconhecimento aos relevantes serviços prestados na divulgação de sua terra natal.

* No dia 13 de fevereiro de 1982 em concorrida noite de autógrafos no Ideal Ponte Clube, o poeta e historiador Vidalino Torrano, nascido nesta cidade, lança o seu livro de poesias "MESSE".

* A primeira mulher eleita para ocupar o cargo de vereadora na Câmara Municipal de nossa cidade, foi a barra-bonitense e médica Dra. lracema Petri, membro da pioneira e numerosa família de Natale Petri e Rosa Zanella Petri. Exerceu o mandato na Administração 1983/1988.

* Em 1983, nosso conterrâneo Domingos Settimio Frollini, da família pioneira de Fortunato Frollini e durante doze anos diretor proprietário do jornal "O Barra Bonita", redigiu e publicou, com grande sucesso, o livro: "Memórias de Barra Bonita", contando fatos e histórias por ele vividas e testemunhadas.

Nota: "As curiosidades" aqui relacionadas foram extraídas da coleção de jornais locais, desde o início do século, doada ao Museu por Luiz Saffi; dos recortes dos jornais da Capital colecionadas por Juvenal Pompeu, também pertencentes ao acervo do Museu; do livro: "Memórias de Barra Bonita", de Domingos Settimio Frollini, e pelas "memórias vivas da cidade", pessoas que também viveram nas épocas mencionadas as quais, com seu conhecimento e testemunho, possibilitaram a divulgação dessas "Curiosidades". 

 
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