Turismo > Hidrovia Tietê
 

Também conhecida como a Hidrovia do Mercosul, com 2.400 km de vias navegáveis, entre vias primárias e secundárias, mais de 6.000 km de margens lacustres e fluviais, passando por cinco estados brasileiros, sendo eles: São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que, respectivamente são banhados pelos rios Tietê, Paraná, Grande, Paranaíba e todos seus afluentes, integrando também quatro países do Cone Sul, sendo eles: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, abrangendo mais de 220 municípios, com uma área de influência de 800.000 km2 e 22.600 MW instalados.


Transporte de cargas
A navegação, no rio Tietê, tem início na região de Conchas, a 160 km abaixo da cidade de São Paulo, indo até o rio Paraná. No rio Paraná, a navegação tem início desde a sua formação, que é o encontro do rio Paranaíba com o rio Grande, e vai até a barragem de itapuí. Devido às barragens do rio Paranaíba não terem Eclusas, nesse rio, a navagação tem início na barragem de São Simão, ao sul de Goiás e vai até a formação do rio Paraná, fazendo assim o escoamento de diversos produtos para o mercado externo, com preços mais competitivos.
Os comboios (ver foto abaixo) utilizados na hidrovia possuem várias dimensões, sendo que o comboio tipo Tietê é composto de 2 barcaças e um empurrador, medindo 137 m de comprimento, 11 m de largura, calado máximo de 2,50m, com potência instalada de 950 hp, velocidade média de 17 km/h e transporta, de uma só vez, 2200 toneladas, carga equivalente a 88 caminhões de 25 toneladas cada.
O comboio rio Tietê duplo é composto de 4 barcaças e um empurrador, medindo 137 m de comprimento, 22 m de largura, calado máximo de 2,50 m, com potência instalada de 950 hp, velocidade média de 15 km/n e transporta, de uma só vez, 4400 toneladas, carga equivalente a 176 caminhões de 25 toneladas cada.
O tipo Tietê triplo, que só pode ser utilizado no rio Paraná, devido ao tamanho das eclusas e o tamanho do rio, é composto de 6 barcaças e um empurrador, medindo 197 m de comprimento, 22 m de largura, calado máximo de 2,50 m, com potência instalada de 950 hp, velocidade média de 13 km/h e transporta, de uma só vez, 6600 toneladas, carga equivalente a 264 caminhões de 25 toneladas cada.

 
Comboio: embarcações de grande porte, muito mais carga a um custo bem menor

Barragens
O complexo de barragens do rio Tietê é composto por 6 barragens e 8 eclusas, sendo que a seqüência delas são: Barra Bonita (primeira em funcionamento da América do Sul; só não é a primeira da América Latina, devido ao Canal do Panamá (primeira barragem no sentido em que o rio corre), Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava (2 eclusas e desnível total máximo de 34,60 m) e Três Irmãos (2 eclusas e desnível total máximo de 49,8 m).
No rio Paraná, há a operação de 4 barragens: Ilha Solteira, Jupiá, Porto Primavera e Itaipu, sendo que somente Jupiá e Porto Primavera possuem Eclusa.

Vantagens e economia da hidrovia
A excelente localização geográfica da Hidrovia Tietê-Paraná faz com que a mesma desponte como o principal fator de industrialização e desenvolvimento do turismo, no interior paulista, e também contribui para o reordenamento da matriz de transportes da região centro-oeste, permitindo, em larga escala, a multimodalidade, com grande ganho de competitividade para os produtos brasileiros.
A Hidrovia Tietê-Paraná tem sua operação comercial muito recente, pois ocorreu na medida em que foram concluídas as diversas obras dos aproveitamentos múltiplos, nos dois rios.
A navegação começou em 1973, com a inauguração da Eclusa de Barra Bonita que desenvolveu o turismo regional, seguido, em 1981, do transporte regional de cana-de-açúcar, material de construção e calcário, usando a Eclusa de Bariri, ao longo de uma extensão de 300 km. Em 1986, com a inauguração das Eclusas de Ibitinga e Promissão, concluía-se, então, a Hidrovia do Álcool.
em 1991, com o alagamento da barragem de Três Irmãos, a inauguração das Eclusas de Nova Avanhandava e do canal artificial de Pereira Barreto, iniciou-se, então, o transporte de longo curso, através de todo o rio Tietê e do Tramo Norte do Rio Paraná, possibilitando que a navegação alcançasse o sul do Estado de Goiás e o oeste do Estado de Minas Gerais, perfazendo 1100 km de hidrovias principais.
Na mesma época, no rio Paraná, entra em funcionamento a Eclusa provisória de Porto Primavera. em 1995, inauguram-se as Eclusas de Três Irmãos; em seguida, no ano de 1998, a Eclusa de Jupiá e, em 2000, a eclusa definitiva de Porto Primavera, conseguindo assim, a integração do rio Tietê ao Tramo Sul do rio Paraná com navegação atingindo o aproveitamento hidrelétrico de Itaipu.
No rio Paraná, são mais 750 km de hidrovias principais e 550 km de secundárias, estas últimas, penetrando, principalmente, o Estado de Mato Grosso do Sul. Com isso, a Hidrovia Tietê-Paraná atinge um total de 2400 km navegáveis de vias primárias e secundárias.
O calado do rio Paraná foi projetado para 3,5 m. Entretanto, necessita da construção e do aproveitamento da barragem de Ilha Grande, em Guaíra, mas, como a obra foi postergada pela Eletrosul, os comboios do rio Paraná estão navegando com 2,5 m de calado máximo.
Nesse percurso da hidrovia, existem terminais intermodais que asseguram o deslocamento econômico de mercadorias. Esses terminais são de múltipla função, concentrando numa mesma localidade, os modais hidroviário, rodoviário e ferroviário.
O transporte hidroviário, o mais barato do mundo, dispões de algumas particularidades vantajosas, começando pelo rio que se transforma em verdadeira estrada natural, dispensando a abertura e recapeamento de estradas, desgaste de pneus e frotas de veículos e, acima de tudo, no menor preço por quilômetro de carga, 50% no custo, em relação ao transporte rodoviário.

Turismo
O turismo, que já é muito explorado na região de Barra Bonita, pode ao longo da hidrovia, gerar grandes oportunidades de desenvolvimento sócio-econômico com o aparecimento de áreas de lazer, esporte, recreações, marinas e portos turísticos. A Hidrovia Tietê-Paraná também desponta como nova e exótica oferta turística nacional, sendo que as grandes superfícies de águas dos reservatórios, as extensões de rios em correntes livre, as paisagens naturais e os recursos energéticos privilegiarão além do turismo clássico de lazer e cultural, o ecológico, o fluvial e o agroturismo.
O turismo fluvial constitui uma atividade emergente, com tendência de crescimento, devendo eclodir com força, nos próximos anos. Na região navegável do rio Tietê e do rio Piracicaba, dentro do Estado de São Paulo, encontram-se algumas cidades com capacidade para negócios em geral e turismo, sendo elas: Conchas, Anhembi, Botucatu, Piracicaba, Artemis, Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Dois Córregos, Mineiros do Tietê, São Manuel, Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Macatuba, Jaú, Pederneiras, Itapuí, Boracéia, Bariri, Bauru, Arealva, Itajú, Iacanga, Ibitiga, Borborema, Pongaí, Novo Horizonte, Sabino, Salles, Adolfo, Promissão, Penápolis, São José do Rio Preto, Barbosa, Birigui, Buritama, Araçatuba, Pereira Barreto, Itapura, entre outras.
No rio Paraná, temos: Rubinéia, Santa Fé do Sul, Ilha Solteira, Castilhos, Panorama, Presidente Epitácio, Porto Primavera, Rosana, Guaíra, Santa Helena, Foz do Iguaçu, entre muitas outras cidades.
Estudos apontam que a área lindeira da hidrovia é a mais indicada do interior paulista para indústrias, como: moageiras de grãos, moinhos de trigo, misturadoras de fertilizante, moageiras de calcário, madeireiras de celulose e papel, de aglomerados, extratos e condimentos, sucos de frutas, de pescado de água doce, criado em confinamento, de açúcar e álcool, melaço, rações, além de caldeiraria pesada, estaleiros, equipamentos náuticos de esporte e lazer e outros.
Do turismo à agricultura, à indústria e ao comércio, a Hidrovia Tietê-Paraná é, enfim, um rio de negócios, com retorno financeiro garantido.

Investimentos estimulam Hidrovia Tietê-Paraná
Hidrovia Tietê-Paraná, com os reparos efetuados pela concessionária AES-Tietê, no trecho entre Barra Bonita e Nova Avanhadava, eliminou os problemas provocados em períodos de estiagem que interrompiam a sua navegabilidade. Os investimentos nas obras, previstos em licitação pública, foram de R$ 30 milhões. Os recursos estimados pelo Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Transportes somam R$ 95 milhões. Além dos investimentos da AES-Tietê, outros R$ 15 milhões serão aplicados pela empresa concessionária do trecho do Paraná, cuja licitação sairá até abril. O restante está sendo negociado pelo governo de São Paulo com o Ministério dos Transportes. A AES-Tietê está trabalhando, ainda, na ampliação de vãos de três pontes críticas para o fluxo normal, que serão ampliados de 40 para 80 metros e permitirá a navegação de comboios duplos. Essas pontes são a da rodovia BR-153, em Promissão, a da SP-461, entre Birigui e Votuporanga, e a de Igaraçu do Tietê.


 
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