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BARRA BONITA REALIZA TRIBUTO AO ARTISTA SERTANEJO BELMONTE
25/10/2017

O saudoso Belmonte formou a dupla mais famosa com Amaraí (Belmonte e Amarái). A música Saudades de Minha Terra foi seu maior sucesso, gravada por diversas duplas sertanejas, entre elas Chitãozinho e Xororó

Para quem gosta da boa música brasileira, principalmente da música caipira de raiz, a Prefeitura da Estância Turística de Barra Bonita, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, realiza entre os dias 03 e 05 de novembro, o Tributo a Belmonte – 80 anos. O evento faz parte da Semana Belmonte. 
Serão três dias de muita música sertaneja com a apresentação de várias duplas da cidade e também da região, que cantarão sucessos do cantor e compositor Belmonte, como Saudades de Minha Terra (Belmonte e Goiá), Pombinha Mensageira (Belmonte e Dino Franco), Quero Esquecer (Belmonte e Cambará), entre outras.
As apresentações musicais acontecem na Avenida Sabino Bolla (Praça do Teleférico), entre os quiosques e o Pavilhão de Exposições Luiz Fernando Ortigossa. Na sexta-feira, dia 3 e no sábado, dia 4, os shows começam a partir das 18 horas. No domingo, dia 5, as apresentações acontecem das 10h às 13h e das 16h às 20h.
O encerramento acontece com um show da consagrada dupla sertaneja Gilberto e Gilmar.
Haverá ainda, no dia 5 de novembro, no Centro Cultural Célia Stangherlin, a partir das 9 horas, uma exposição fotográfica e de objetos pessoais de Belmonte, com o acervo do Museu Municipal Luiz Saffi e da família do cantor.
A entrada para os eventos é gratuita.

História

Pascoal Zanetti Todarelli, o Belmonte, nasceu em Barra Bonita/SP em 2 de novembro de 1937 e faleceu aos 34 anos, no dia 9 de setembro de 1972, em Santa Cruz das Palmeiras, vítima de acidente automobilístico. O cantor está sepultado no cemitério local e tem perpetuado em sua lápide, os versos finais de "Saudades de Minha Terra", seu maior sucesso musical, ao lado de Amaraí e que ainda hoje é cantada e tocada em todo Brasil: “Eu preciso ir, pra ver tudo ali, foi lá que nasci, lá quero morrer...”
Belmonte, conhecido carinhosamente como Lico em Barra Bonita/SP, formou duplas com Belmiro e também com Miltinho Rodrigues (que mais tarde, por sua vez, formou dupla com Tibagi: a famosa dupla "Tibagi e Miltinho"). 

Com apenas 16 anos, Belmonte já se aventurava pela Capital Paulista atrás do sonho de cantar; e foi com 18 anos que conheceu Belmiro e formou com ele a dupla "Belmiro e Belmonte", dupla essa que gravou o LP "Aquela Mulher", pela gravadora Sabiá, e que foi o primeiro disco na carreira artística de Belmonte.

O sucesso demorou e só chegou em 1964, quando Belmonte, já com 26 anos de idade, conheceu o Amaraí no “Café dos Artistas”; formou-se a célebre dupla “Belmonte & Amaraí”, a qual se apresentava em casas noturnas e bares, interpretando os mais diversos estilos musicais, em diversos idiomas. 

No ano seguinte, Nenete (da dupla “Nenete e Dorinho”), sendo Diretor Artístico da gravadora RCA (hoje BMG), propôs à dupla o contrato de gravação. E em 1966 Belmonte e Amaraí lançaram o primeiro LP, no qual o sucesso da faixa-título "Saudade De Minha Terra" (Goiá - Belmonte) se encarregou de imortalizar a dupla. E foram mais de 1.650.000 cópias vendidas, número até hoje raramente igualado. 

No pouco tempo que durou, a dupla Belmonte e Amaraí deixou sua História na Música Caipira Raiz e, obviamente não poderemos jamais mencioná-los sem citar o grande sucesso "Saudade De Minha Terra" ( Goiá - Belmonte) que se tornou um clássico da Música Caipira Raiz, gravado também por inúmeros outros intérpretes tais como Sérgio Reis, Liu e Léu, Chitãozinho e Xororó, e até mesmo em versões instrumentais, a cargo de Ivan Vilela, em Solo de Viola e Laércio Ilhabela, em Solo de Violão! 

Segundo relatos de "Mato Grosso e Mathias" e também "Milionário e José Rico", Belmonte e Amaraí possuíam as vozes mais afinadas e que "melhor se casavam" na época. No entanto, apesar do belíssimo entrosamento vocal, haviam freqüentes desentendimentos e separações esporádicas da dupla. E foi numa dessas brigas que Belmonte chegou a gravar um LP com Miltinho Rodrigues (o LP "Sucessos" - "Belmonte e Miltinho"); e chegou a se apresentar também com Amauri, apesar de com ele não ter gravado nenhum disco. 

Belmonte também chegou a participar no início da década de 1970 o do LP "Jóias da Música Brasileira" a convite de Geraldo Meirelles e, nesse disco, ele cantou 6 clássicos da Música Caipira Raiz e Folclórica acompanhado de Coral e Orquestra. Dentre elas, "Chuá, Chuá" (Pedro Sá Pereira - Marques Porto - Ary Pavão), "Rio de Lágrimas" (Lourival dos Santos - Tião Carreiro - Piraci) e "Negrinho do Pastoreio" (Barbosa Lessa). 

Belmonte e Amarai gravaram mais 5 LP's, tendo sido "Porque Fui te Conhecer" o último disco de carreira, lançado pouquíssimos dias depois do acidente que vitimou Belmonte em 09/09/1972. Neste último LP, saíram apenas 11 músicas, o que era pouco comum na época, já que a grande maioria dos LP's tinham 12 músicas, sendo 6 de cada lado. Acredita-se que a música que faltou tenha sido por causa do falecimento repentino do Belmonte antes da conclusão da gravação do disco, apesar de que, segundo Amaraí, todas as músicas programadas para o disco haviam sido gravadas. 

Belmonte e Amaraí tornaram-se um marco dentro da Música Sertaneja, considerado por alguns como sendo os precursores do "Sertanejo Moderno". Eles inovaram na instrumentação incluindo Harpa Paraguaia, Piano, Bongô e Trompetes, instrumentos musicais praticamente inéditos até então na Música Caipira. 

Belmonte e Amaraí também foram influenciados pela Música Folclórica Mexicana (a qual possui em Miguel Aceves Mejia um de seus expoentes máximos) e além disso gravaram também versões de músicas de Nat King Cole e Boleros de Augustin Lara (como por exemplo "Solamente Una Vez") e também músicas românticas que eram sucesso na voz de intérpretes populares como Roberto Carlos, como foi o caso de "Meu Pequeno Cachoeiro" (Raul Sampaio). E, de um certo modo "abusaram do pioneirismo" gravando a versão de "The Green Green Grass Of Home" - "Os Verdes Campos de Minha Terra" (Putman - versão: Geraldo Figueiredo), no LP "Boa Noite Amor" lançado em 1968 (possivelmente o primeiro Country na Música Caipira Brasileira). 

Há quem diga também que Belmonte e Amaraí foi a primeira dupla a homenagear os caminhoneiros, através da gravação da versão de "La Carreta Campesina" - "Carreta da Fronteira" (D. Chase - Mauricio Cardozo Ocampo - versão: Palmeira), em 1972 no penúltimo LP, intitulado "Gente da Minha Terra". 

Belmonte também gostava de ouvir música no rádio do carro; viajava à noite, em vez de dormir, para ter idéias para as versões que queria compor. 

Na curta porém expressiva carreira de Belmonte foram mais de uma centena de músicas gravadas, tendo sido cerca de 25 composições e versões de sua autoria, até que o trágico acidente de automóvel tirou sua vida, antes mesmo dele completar 35 anos. Inesquecível, a dupla "Belmonte e Amaraí" continua sendo solicitada e tocada nos programas sertanejos de diversas emissoras de rádio em todo o Brasil. 

Fonte:com informações de letras.com.br

 

 
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